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Erotismo por Manu Hawk

Uso a poesia, o erotismo, como minha voz... Calada, contida.

Erotismo por Manu Hawk

Uso a poesia, o erotismo, como minha voz... Calada, contida.

Sab | 23.11.13

Velho Galpão

Publicado por Manu Hawk

Todo fim de tarde o mesmo trajeto do trabalho para casa, o velho galpão no caminho, e você encostado na grade conversando com amigos. Fazendo hora, jogando conversa fora, sei lá, mas estavam sempre ali.

 

Cortar caminho pelo terreno do galpão era a melhor opção, chegava mais rápido a rua principal. E você estava sempre ali, no meio do caminho, nunca nos falamos, apenas olhares, sim, muitos olhares, que começavam a me acompanhar desde a esquina. Você não parava de conversar, mas me acompanhava, olhos lindos me seguiam, eu tentava desviar, mas me chamavam. Abaixava a cabeça, mas voltavam logo buscando os seus, e só paravam de te olhar quando passava por vocês. Um último olhar no fim do terreno, disfarçado, ao atravessar a rua.

Não existia sensação melhor, minutos que o coração disparava, a boca secava, as mãos transpiravam apertando qualquer coisa que estivesse segurando, os olhos queimavam, o corpo gritava, suava frio, cada centímetro em ebulição, transbordando por todos os poros de desejo. Sim, desejando muito ver de perto aqueles olhos, sentir o gosto daquela boca, língua e saliva ao abraçar seu corpo. Delírio... Olho assustada o carro que buzina, acabou o dia.

Atrasei-me, perdi o metrô, outros vieram, lotados, não conseguia entrar. Que raiva, estava cansada, ansiosa e nervosa, desse jeito não ia encontrá-lo no caminho. Como seria um dia sem ver seus olhos me seguindo?

Finalmente cheguei à esquina da rua do galpão, havia escurecido, irritada e com certo medo continuei caminhando. Nunca havia passado por ali à noite. Havia pouca luz, mas ao entrar no terreno vi um vulto perto da grade, me assustei, parei, pensei em voltar, mas no mesmo segundo ouvi uma voz: "Não, não se assuste...sou eu, estou sempre aqui, você me conhece." Não conhecia essa voz, mas vi os cabelos brilharem na pouca luz, era ele, perdi o medo, me aproximei. Aproximei demais, dava pra sentir o cheiro gostoso que sempre havia imaginado. Tremia. Ele sorriu percebendo meu nervoso, iluminou tudo, que coisa linda, nunca tinha visto seu sorriso.

"Quer que te leve?" (perguntou)

"Sim." (respondi)

Nossas bocas se roçaram, línguas desesperadas se buscavam, salivas deliciosas se misturavam. Meu corpo colou no seu sobre a grade, minhas mãos por dentro da sua camiseta alisaram seu peito, seguiram erguendo seus braços, arrancando-a, e segurando suas mãos, assim na grade, sentindo todo seu corpo cheio de tesão. Beijos leves, beijos desesperados, beijos na boca, beijos no corpo, corpo nas mãos, mãos explorando, lábios umedecendo, dedos brincando, braços se envolvendo, corpos roçando, procurando alinhamento. Verdadeiro ritual de línguas, coxas, mãos, olhos... Encaixe. Silêncio agitado, orquestrado, sintonia perfeita de movimentos, olhos se buscam, seu corpo no meu até a exaustão... Gozo. Nos aninhamos abraçados carinhosamente, rimos, rimos muito, baixinho, como só a nós seria possível. Viva a nossa loucura!

Já estava amanhecendo, sorrimos, nos beijamos e seguimos para o fim do galpão, hoje não olhei para trás, nem me assustei com carro algum. Atravessei a rua principal com você!

(por Manu Hawk em 18/08/2004)

Qui | 14.11.13

Dias de Moto

Publicado por Manu Hawk

Mais um dia chegou ao fim, e mais uma vez você reclamou meu atraso da mesma forma, parado no meio do corredor da empresa, apontando para o relógio! Engraçado que essa cena se repetiu inúmeras vezes, mas você fazia das mais variadas formas, dependendo do seu humor, rs.

 

Dois anos se passaram, trabalhávamos no mesmo horário, morávamos no mesmo bairro, tirávamos folga juntos, saíamos com os mesmos amigos e éramos amigos, somente isso. Todos juravam que havia algo além da amizade, mas nunca houve nada, e até ríamos muito com isso! Só que comecei a imaginar, "e se fosse verdade?". Minhas amigas diziam não acreditar que eu pegava carona todo dia, na maioria das vezes de moto, colada naquele homem lindo, forte, super divertido e não rolava nada. A partir desse dia tudo começou a ficar diferente... Descemos com você reclamando, mas de forma divertida como sempre. Antes de subir na moto me senti estranha, encostar meu corpo no seu não seria mais a mesma coisa. Você me deu a mão para ajudar, comentou que estava gelada e me olhou perguntando se estava bem, "tudo bem", respondi. Sentei e não sabia mais nem como te segurar, você falou que ia andar e eu cairia se não segurasse, "acorda mulher!". Para não te abraçar, pela primeira vez apoiei uma das mãos na sua cintura e outra na sua perna, senti pela sua reação se ajeitando no banco, que você gostou.

 

Foram dias e dias assim, e cada vez mais me excitava ao subir na moto. Você também sentia o mesmo, não falávamos, mas nossos olhares antes de te dar a mão pra subir na moto dizia tudo. Não resisti e naquele dia quando sentei, abri bem as pernas grudando em você, segurei com as duas mãos bem firmes no seu peito e senti você respirar fundo. Ao começar a andar, segurou na minha perna e perguntou se queria beber algo na praia, respondi logo que sim. Estava uma noite linda...
Minhas mãos começaram a alisar seu peito, o cheiro do seu corpo me deixava cheia de tesão, o vento batendo no rosto, a velocidade, tudo excitava... Percorri seu corpo com as mãos e apoiei segurando nas suas pernas, que tentaram fechar como se puxassem minhas mãos para dentro, o que atendi no mesmo instante. Senti como você estava duro, excitado, tentando se concentrar na direção, e cada vez correndo mais e mais! Não havia lugar para bebida quando chegamos na praia, aliás, você nem parou perto de algum lugar que a tivesse, rs. Virou pra trás e começamos a nos beijar como loucos, quase caímos da moto. Descemos e nossos corpos se atracaram com uma fúria, roçando gostoso, você me beijava com tanto tesão, sugando minha língua, que chegava a doer. Arrancou minha blusa, me beijava e chupava meus seios tão gostoso, que esqueci onde estávamos, deixei que fizesse tudo que queria, era o que eu mais queria também! Dias de Moto

 

Era só eu e você, nus, nessa imensidão de areia, céu, estrelas e muito tesão...

 

O mar nos acordou, como se beijasse nossos pés... Despertamos de um sonho e corremos, corremos muito, era mais um dia de trabalho, rs.


No corredor cruzamos nossos olhares e minha amiga comentou:

- Duvido que você continue afirmando que não tem nada com ele!


Seg | 11.11.13

Um Dia Qualquer...

Publicado por Manu Hawk

Sábado/12h30min: Acordei cansada, mais uma noite péssima, sem dormir tranqüila, insone. No banho, ainda meio lenta, apoiei as mãos na parede, cabeça baixa, deixando a água deslizar pelo corpo. De repente despertei, lembrei que dia era, sim, como poderia ter esquecido? Rapidamente acabei o banho, corri para o telefone, precisava conferir a mensagem na secretária.

13h30min: Ao ouvir aquela voz confirmando o que queria, deixei meu corpo cair sobre a cama, sorri olhando para o teto. Sim, não errei, era hoje, finalmente nos encontraremos. Fechei os olhos, podia ouvir mais uma vez sua voz, agora ao meu ouvido sussurrando. Seu cheiro gostoso invadia o quarto, era assim que imaginava. Minhas mãos eram guiadas pelo desejo refletido no seu, tantas vezes suplicado, e sufocado. Meus seios intumescidos chegavam a doer, minha mão invadia, brincava e gozava deliciosamente, por você.

19h30min: Adormeci viajando em você. Acordei assustada, achando que havia perdido a hora. Corri para o banho. Sais, rosas, tudo que tinha direito, um banho delicioso. Ainda tinha algumas horas, três longas e torturantes horas para te ver.

22h00: O telefone toca. Ouvir sua voz dizendo que estava no aeroporto me acalmou, e deixou excitada ao mesmo tempo. Fui para o local onde havíamos combinado, estava uma noite linda, a praia seria perfeita.

22h25min: O céu estava maravilhoso, aliás, tudo estava perfeito nessa noite. Sentia o vento gostoso vindo do mar. Caminhava inquieta, passos pequenos, virei, buscava você em cada olhar. Parei, tudo parou, aquelas cenas de filmes, onde somente quem desejamos vem caminhando. Sim, era você, lindo, sorriso gostoso, cabelos maravilhosos, vindo em minha direção.

22h29min: Nos beijamos loucamente, não havia lugar para palavras. Sentir o gosto de você era tudo que queria naquele momento. Quantas vezes pensei em sentir sua boca, essa dança de línguas, saliva, tesão. Nossos corpos se atraíram igual ímã, como era gostoso sentir você assim, seus braços me envolvendo, suas mãos em minha nuca, cabelos. Uma vontade de matar todos os desejos em um segundo, como se um fosse atravessar o corpo do outro de tanto tesão.

23h00: Jantar cancelado! Entramos em casa juntos, abraçados, olhos nos olhos, como numa dança os pés seguiam sem perder a direção. Não paramos de nos beijar, roupas caíam lentamente... Meus pés, mãos e corpo te guiavam para a cama. Agora sim, sorri olhando para o teto. Sua voz sussurrava gostoso ao meu ouvido, e seu cheiro gostoso realmente invadiu o quarto. Já vi essa cena, mas não fechei os olhos dessa vez. Quero seus olhos nos meus, sua boca na minha, enquanto, dessa vez, suas mãos é que brincam em meu corpo, me excitando cada vez mais.

Domingo/00h45min: Fechei os olhos, de prazer e tesão. Sentir seu corpo gostoso, suado, deslizando, invadindo, penetrando foi mais delicioso que havia imaginado. Desejava cada centímetro desse corpo, dentro e fora de mim, incessantemente. Despi-me de pudores e me entreguei aos seus, meus, nossos desejos mais descabidos. Gozamos muito, em mãos, bocas, membros, alucinados e infinitamente!

08h05min: Acordei cansada, extasiada. Apenas abri os olhos. Essa noite não houve espaço para insônia. Senti sua mão em minha perna, me aninhei em seu corpo, fechei os olhos e dormi novamente...

(por Manu Hawk - 27/06/2004)

Dom | 10.11.13

Festa de Natal

Publicado por Manu Hawk
Faltavam três dias para o Natal, fim de expediente, pessoas correndo, agitadas para dar os últimos retoques e não chegar atrasados na festa da empresa. Não era longe, apenas alguns andares abaixo, no salão de festas, mas perder cada minuto dessa festa grandiosa, onde pelo menos por um dia todos estariam sozinhos, seria um pecado! Acho que todos pensavam da mesma forma, e aguardavam ansiosos esse dia, pois "nessa" festa o acesso era permitido somente aos funcionários. Excelente desculpa para as esposas, maridos, noivas, namorados, etc... Todos, com certeza, falavam isso com sofrimento estampado no rosto, mas o tesão explodindo vitorioso dentro do corpo, rs.
Não aderi à loucura, queria adiantar meu trabalho, assim poderia descansar mais depois da festa. Pensei que todos do setor haviam descido, mas levantei os olhos e ele permanecia em sua mesa, também digitando concentrado. Não tinha certeza se ele participaria da festa, aliás, não tinha certeza de nada, pouco nos falamos durante o ano inteiro. A única certeza que tinha era que nos devorávamos quando trocávamos olhares, quando passávamos um perto do outro, sempre arranjando uma maneira de esbarrarmos. Mas calados, sempre.
Fiquei viajando enquanto pensava se perguntava ou não se ele iria a festa. Nem percebi que havia levantado, acabou o sonho, viajei demais. Droga, o jeito era acabar e descer, agora nem tinha tanto interesse na festa. De repente senti pararem ao meu lado, tão perto que a perna roçava no meu braço.
_ Quer café? (perguntou aquela voz maravilhosa que tantas vezes imaginei no meu ouvido, falando sacanagens e me arrepiando toda)
_ Quero, obrigada! (respondi, doida pra agarrar aquele homem maravilhoso)
Quando voltou colocou o café do outro lado da mesa, passando o braço por trás do meu corpo, que na mesma hora se esticou todinho. Era visível meu estado, os seios retesados invadiam a blusa, chamando atenção. Não sabia o que fazer, com ele sentado na mesa, me olhando. Tomava café e me olhava o tempo todo, me despindo e queimando cada parte do meu corpo. Acabei derramando café no teclado e na saia, que idiota! Ele levantou, trouxe papel toalha e enquanto eu limpava, colocou suas mãos em volta do meu pescoço e começou a massagear...
"Você está muito tensa, relaxa". (falou bem calmo e irônico)
Impossível não atender uma ordem dessa, mas ainda estava muito tensa e preocupada que entrasse alguém. O que ele logo percebeu e me disse para esquecer, ninguém estava preocupado conosco, só com a festa. Aos poucos fui relaxando e ficando com mais tesão a cada minuto que passava. Aquelas mãos gostosas me massageando o pescoço e ombros, e o corpo quente dele encostando-se a minhas costas. Suas mãos começaram a descer, entrando por minha blusa e deixando meus seios livres. Levantei os braços, alisando aquele corpo gostoso e o puxei. Nos beijamos finalmente, que boca quente, que língua gostosa, daquelas que viajam em nossa boca, excitando cada vez mais. Suas mãos desceram mais, começaram a puxar lentamente minha calcinha, só levantei de leve ajudando-o a tirar. Senti sua mão quente, seus dedos brincando em meu corpo, até que os movimentos ficaram alternados, leves, firmes, contínuos, profundos...
Ouvia vozes das pessoas passando no corredor, mas nem ligava mais, queria me deliciar em suas mãos, e boca... Sim, agora era sua boca que me lambia, sua língua que invadia me explorando, chupando gostoso, cada vez mais, fazendo-me gozar deliciosamente calada. Levantou-me da cadeira, beijando e abraçando loucamente, cheio de tesão, senti o quanto estava excitado, mas ouvimos alguém o chamando. Nos separamos imediatamente, sentei novamente, ele sentou ao meu lado, disfarçando com uns papéis na mão. Era nosso chefe, chamando para a festa!
Tivemos que levantar e descer. Mas no caminho, ainda no corredor, ele falou baixo, "vou te levar pra casa depois", ao que respondi no ouvido, disfarçando, "qual delas, a minha ou a sua?" Nos olhamos e rimos muito!


(por Manu Hawk - 02/06/2004)