30
Dez 10

Esse ano não pedi nenhum presente
tudo que mais desejei foi paz.
Você chegou num momento carente
quando não me sentia capaz.

Veio com esse sorriso lindo
olhar verdejantemente safado
voz calma, gostosa, me seduzindo
coxas musculosas, corpo desejado!

Da insônia fez-me noites de prazer
mãos excitadas, suadas, gemer
infinito desejo em me ter!

Mas, infelizmente tudo acabou
foram apenas sonhos de Natal
e Papai Noel não chegou...

(por Manu Hawk)

publicado por Manu Hawk às 05:16

10
Set 10

publicado por Manu Hawk às 07:00

07
Set 10

 

publicado por Manu Hawk às 00:22

14
Ago 10

publicado por Manu Hawk às 09:12

11
Ago 10

Poema escrito numa fase confusa, triste, deprimida, mas ao mesmo tempo tão intensa, deliciosamente sentida.

Por que quando conseguimos voar,
tentam nos tirar as esperanças?
Por que quando temos esperanças,
tentam nossas asas cortar?

 

Busquei-te no local errado,
nas mãos erradas,
no sorriso errado,
no olhar errado,
na boca errada,
na voz errada,
sim...
No corpo errado, te busquei.

 

Mas descobri uma janela,
um fio de luz, que me levará...

 

Levará ao olhar penetrante certo,
as mãos quentes certas,
ao sorriso sacana certo,
a boca deliciosa certa,
a voz gostosa certa,
sim...
Ao corpo tão desejado, certo!

 

Nem que seja em sonhos, eu irei,
uma, duas, mil vezes te visitarei,
basta chamar.
E você sabe como!

 

(por Manu Hawk - 12/08/2004)

publicado por Manu Hawk às 06:53

12
Jul 10

 

Todo fim de tarde o mesmo trajeto do trabalho para casa, o velho galpão no caminho, e você encostado na grade conversando com amigos. Fazendo hora, jogando conversa fora, sei lá, mas estavam sempre ali.

 

Cortar caminho pelo terreno do galpão era a melhor opção, chegava mais rápido a rua principal. E você estava sempre ali, no meio do caminho, nunca nos falamos, apenas olhares, sim, muitos olhares, que começavam a me acompanhar desde a esquina. Você não parava de conversar, mas me acompanhava, olhos lindos me seguiam, eu tentava desviar, mas me chamavam. Abaixava a cabeça, mas voltavam logo buscando os seus, e só paravam de te olhar quando passava por vocês. Um último olhar no fim do terreno, disfarçado, ao atravessar a rua.

Não existia sensação melhor, minutos que o coração disparava, a boca secava, as mãos transpiravam apertando qualquer coisa que estivesse segurando, os olhos queimavam, o corpo gritava, suava frio, cada centímetro em ebulição, transbordando por todos os poros de desejo. Sim, desejando muito ver de perto aqueles olhos, sentir o gosto daquela boca, língua e saliva ao abraçar seu corpo. Delírio... Olho assustada o carro que buzina, acabou o dia.

Atrasei-me, perdi o metrô, outros vieram, lotados, não conseguia entrar. Que raiva, estava cansada, ansiosa e nervosa, desse jeito não ia encontrá-lo no caminho. Como seria um dia sem ver seus olhos me seguindo?

Finalmente cheguei à esquina da rua do galpão, havia escurecido, irritada e com certo medo continuei caminhando. Nunca havia passado por ali à noite. Havia pouca luz, mas ao entrar no terreno vi um vulto perto da grade, me assustei, parei, pensei em voltar, mas no mesmo segundo ouvi uma voz: "Não, não se assuste...sou eu, estou sempre aqui, você me conhece." Não conhecia essa voz, mas vi os cabelos brilharem na pouca luz, era ele, perdi o medo, me aproximei. Aproximei demais, dava pra sentir o cheiro gostoso que sempre havia imaginado. Tremia. Ele sorriu percebendo meu nervoso, iluminou tudo, que coisa linda, nunca tinha visto seu sorriso.

"Quer que te leve?" (perguntou)

"Sim." (respondi)

Nossas bocas se roçaram, línguas desesperadas se buscavam, salivas deliciosas se misturavam. Meu corpo colou no seu sobre a grade, minhas mãos por dentro da sua camiseta alisaram seu peito, seguiram erguendo seus braços, arrancando-a, e segurando suas mãos, assim na grade, sentindo todo seu corpo cheio de tesão. Beijos leves, beijos desesperados, beijos na boca, beijos no corpo, corpo nas mãos, mãos explorando, lábios umedecendo, dedos brincando, braços se envolvendo, corpos roçando, procurando alinhamento. Verdadeiro ritual de línguas, coxas, mãos, olhos... Encaixe. Silêncio agitado, orquestrado, sintonia perfeita de movimentos, olhos se buscam, seu corpo no meu até a exaustão... Gozo. Nos aninhamos abraçados carinhosamente, rimos, rimos muito, baixinho, como só a nós seria possível. Viva a nossa loucura!

Já estava amanhecendo, sorrimos, nos beijamos e seguimos para o fim do galpão, hoje não olhei para trás, nem me assustei com carro algum. Atravessei a rua principal com você!

(por Manu Hawk em 18/08/2004)

publicado por Manu Hawk às 04:01

11
Jul 10

 

Mistura de cores
odores e sabores
passeio delicioso
no teu corpo.
Pele suada
dourada
acetinada
retesada.
Jogo de braços
mãos e bocas
toque suave
doçura louca.
Coxas roçando
pernas enroscando
corpos dançando
penetrando
gozando...
Nessa louca
mistura de amores
que nossos sonhos
insistem em traduzir
em sabores
odores
cores!

 

(por Manu Hawk)

publicado por Manu Hawk às 23:30

27
Mai 10

Especial

Um brinde ao seu sorriso,
um brinde ao seu corpo,
um brinde ao seu olhar,
um brinde à sua boca,
um brinde à sua voz!
Um, dois, mil,
eternos brindes a você!

 

Passaria a vida a brindar
esse sorriso que me ilumina,
esse corpo que me completa,
esse olhar que me queima,
essa boca que me devora,
esse desejo que me consome,
de estar e ser por você!

 

Nesse momento,
não vejo seu sorriso,
não sinto seu corpo,
não percebo seu olhar,
não me delicio em sua boca,
mas fecho os olhos e viajo em você...

 

(por Manu Hawk)

publicado por Manu Hawk às 08:02

05
Jan 10

O que fazer quando o desejo é maior que a razão? Quantas pessoas já não se imaginaram em situações inusitadas? Quantas tiveram coragem de levar adiante a imaginação? Quantas se arrependeram depois? Mas quantas se sentiram plenamente realizadas...

 

Fim de festa, taças e copos espalhados por mesas, canteiros, janelas, em todos os lugares... Agora somente os mais amigos estavam reunidos, alguns ainda dançando na pista, outros sentados na beira da piscina do Iate Clube, hoje palco de risadas e olhares cheios de tesão. Tudo era perfeito, cada palavra saía deliciosamente da boca, combinando com cada gesto, lentos, leves, soltos.

 

Estava cansada depois de um dia de trabalho, mas nada poderia quebrar o encanto dessa noite maravilhosa, onde todos da empresa puderam se conhecer um pouco mais. Não somente conhecer, mas extravasar os desejos mais ocultos depois de algumas doses.

 

Ric estava mais lindo do que nunca, livre da fisionomia tão séria e preocupada que carregara durante todo o ano. Conversamos, rimos, e dançamos muito. Estávamos conversando na beira da piscina, liberada para os poucos que ficaram. Mauro, amigo de Ric, e divulgador de uma das empresas que trabalhavam conosco se juntou ao nosso grupo. Era extremamente simpático, inteligente e agora pude reparar cada detalhe, era divinamente másculo e lindo. Enquanto falava fiquei extasiada, o que ele não demorou muito a notar. Fomos dançar, e ao sentir seu corpo tão próximo, me senti culpada. Mantinha um certo relacionamento com Ric, sem compromisso, eu sei, mas era um relacionamento afinal. E como negar? Desejava até o perfume que sentia em Mauro, naquele momento. Voltamos e Ric me chamou para irmos, havia combinado de dormir na casa dele. Para minha surpresa chamou Mauro também.
No caminho pensei em como fugir daquela situação, nenhuma idéia. Fui...

 

Ao chegar fui direto para a cozinha, queria água, muita água, me afogar se possível, para apagar aquele fogo louco que sentia. Como poderia estar desejando aqueles dois homens assim? Mauro entrou na cozinha, passou entre o pouco espaço que havia entre a cadeira e meu corpo, bem devagar, roçando, provocando, arrepiando-me. Pegou o copo, me olhou firme, sorriu e saiu.
Quando cheguei ao quarto, Ric estava no banho, fiquei da porta admirando como era lindo. Suas mãos esticadas na parede, descansando, e a água escorrendo pelo seu corpo. Pediu-me que pegasse algo para bebermos, isso não ia dar certo, rs. Na sala Mauro já havia se servido, estava deitado no sofá, seguindo cada passo que eu dava, sempre sorrindo...eu queimava...isso definitivamente não vai dar certo, rs.

 

De volta ao quarto, entreguei o copo a Ric, que me puxou para debaixo do chuveiro. Minha roupa caiu tão rápida quanto à água pelo corpo, nos beijamos com tanta loucura, como nunca havia acontecido. Senti que não estávamos sozinhos, aquela sensação de que alguém observava, mas não paramos, estava queimando, louca de tesão por Ric e por saber que Mauro poderia estar ali. Isso me deixou mais excitada, sentia que Ric também havia percebido e gostava. Suas mãos percorriam meu corpo, a água caindo, bocas unidas, sugando, encaixamos...

 

A música invadia o quarto, banheiro, meus ouvidos, movimentos deliciosos, a cabeça rodava. Senti me acariciarem nas costas, dedos percorriam levemente até minha nuca, parei! Não sabia o que fazer, tudo era muito louco para minha cabeça! Queria pensar, raciocinar, mas não era isso que meu corpo pedia, deixei-me levar. Pela primeira vez me entregaria a imaginação, aos desejos somente.
Ric estava louco de tesão, me penetrava firme e deliciosamente, olhou como se perguntasse se continuaria...sim, sim, responderam meus olhos, mãos, boca, pernas, movimentos...movimentos deliciosos que faziam sentir cada vez mais o corpo de Mauro próximo, roçando em minhas costas, beijando meu pescoço... PAAAAAAAAARA! Vou enlouquecer!
Não sabia mais o que queria, quem beijar, abraçar, corresponder. Parar? Não! Decidi não pensar, atenderia somente meus instintos. Como um animal? Sim! Não vou me condenar, queria os dois e se havia chegado até ali, não recuaria.
Desejava loucamente sentir o gosto de Mauro, desde a festa pensava nisso, como seria sua boca, seus beijos, seu corpo. Ric sorria como se adivinhasse meus pensamentos, naquele momento nós sabíamos exatamente o que cada um desejava. Saciei-me dos beijos, carícias e corpo de Mauro! Me entreguei plenamente a dois homens maravilhosamente viris e carinhosos. Foi uma noite lindamente estranha, dupla penetração, tripla emoção, infinito tesão!

 

( por Manu Hawk)

publicado por Manu Hawk às 22:52

27
Dez 09

Faltavam três dias para o Natal, fim de expediente, pessoas correndo, agitadas para dar os últimos retoques e não chegar atrasados na festa da empresa. Não era longe, apenas alguns andares abaixo, no salão de festas, mas perder cada minuto dessa festa grandiosa, onde pelo menos por um dia todos estariam sozinhos, seria um pecado! Acho que todos pensavam da mesma forma, e aguardavam ansiosos esse dia, pois "nessa" festa o acesso era permitido somente aos funcionários. Excelente desculpa para as esposas, maridos, noivas, namorados, etc... Todos, com certeza, falavam isso com sofrimento estampado no rosto, mas o tesão explodindo vitorioso dentro do corpo, rs.

 

Não aderi à loucura, queria adiantar meu trabalho, assim poderia descansar mais depois da festa. Pensei que todos do setor haviam descido, mas levantei os olhos e ele permanecia em sua mesa, também digitando concentrado. Não tinha certeza se ele participaria da festa, aliás, não tinha certeza de nada, pouco nos falamos durante o ano inteiro. A única certeza que tinha era que nos devorávamos quando trocávamos olhares, quando passávamos um perto do outro, sempre arranjando uma maneira de esbarrarmos. Mas calados, sempre.

Fiquei viajando enquanto pensava se perguntava ou não se ele iria a festa. Nem percebi que havia levantado, acabou o sonho, viajei demais. Droga, o jeito era acabar e descer, agora nem tinha tanto interesse na festa. De repente senti pararem ao meu lado, tão perto que a perna roçava no meu braço.

 

_ Quer café? (perguntou aquela voz maravilhosa que tantas vezes imaginei no meu ouvido, falando sacanagens e me arrepiando toda)
_ Quero, obrigada! (respondi, doida pra agarrar aquele homem maravilhoso)

 

Quando voltou colocou o café do outro lado da mesa, passando o braço por trás do meu corpo, que na mesma hora se esticou todinho. Era visível meu estado, os seios retesados invadiam a blusa, chamando atenção. Não sabia o que fazer, com ele sentado na mesa, me olhando. Tomava café e me olhava o tempo todo, me despindo e queimando cada parte do meu corpo. Acabei derramando café no teclado e na saia, que idiota! Ele levantou, trouxe papel toalha e enquanto eu limpava, colocou suas mãos em volta do meu pescoço e começou a massagear...

 

"Você está muito tensa, relaxa". (falou bem calmo e irônico)

 

Impossível não atender uma ordem dessa, mas ainda estava muito tensa e preocupada que entrasse alguém. O que ele logo percebeu e me disse para esquecer, ninguém estava preocupado conosco, só com a festa. Aos poucos fui relaxando e ficando com mais tesão a cada minuto que passava. Aquelas mãos gostosas me massageando o pescoço e ombros, e o corpo quente dele encostando-se a minhas costas. Suas mãos começaram a descer, entrando por minha blusa e deixando meus seios livres. Levantei os braços, alisando aquele corpo gostoso e o puxei. Nos beijamos finalmente, que boca quente, que língua gostosa, daquelas que viajam em nossa boca, excitando cada vez mais. Suas mãos desceram mais, começaram a puxar lentamente minha calcinha, só levantei de leve ajudando-o a tirar. Senti sua mão quente, seus dedos brincando em meu corpo, até que os movimentos ficaram alternados, leves, firmes, contínuos, profundos...


Ouvia vozes das pessoas passando no corredor, mas nem ligava mais, queria me deliciar em suas mãos, e boca... Sim, agora era sua boca que me lambia, sua língua que invadia me explorando, chupando gostoso, cada vez mais, fazendo-me gozar deliciosamente calada. Levantou-me da cadeira, beijando e abraçando loucamente, cheio de tesão, senti o quanto estava excitado, mas ouvimos alguém o chamando. Nos separamos imediatamente, sentei novamente, ele sentou ao meu lado, disfarçando com uns papéis na mão. Era nosso chefe, chamando para a festa!

 

Tivemos que levantar e descer. Mas no caminho, ainda no corredor, ele falou baixo, "vou te levar pra casa depois", ao que respondi no ouvido, disfarçando, "qual delas, a minha ou a sua?"  Nos olhamos e rimos muito!

 

(por Manu Hawk)

publicado por Manu Hawk às 03:52

Uso a poesia como minha voz... Calada, contida.
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